segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Tecnologia Social x Relação Ambiental

   A Tecnologia Social (TS) é uma nova maneira de desenvolvimento humanitário relacionada a estudos, planejamento, ensino, pesquisa, extensão e desenvolvimento de produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, que representem soluções para o desenvolvimento social e melhoria das condições de vida da população.
   Essa tecnologia ainda é pouco conhecida por parte da população, porém não há como negar que ela vem ajudando muitas pessoas no Brasil, principalmente em regiões rurais.
   A Tecnologia Social normalmente une conhecimentos populares e técnico-científicos, por isso ela se torna uma forma de auxílio às pessoas sem deixar de ser acessível.
   O meio ambiente está fortemente relacionado a tal prática, pois, com os recursos da própria natureza, a TS se faz presente em várias ações para dar suporte à população necessitada. 
Temos um país que é extremamente rico em recursos naturais e, por isso, é reconhecido em todo o mundo. A nossa riqueza, contudo, em termos de biodiversidade, é contrastada com a pobreza e a miséria da população.
   A Tecnologia Social é um meio de usufruir o que temos de mais rico, a nossa biodiversidade, em prol de famílias e comunidades carentes.
  Com esse objetivo e engajamento social, já é fato que a Tecnologia Social é uma nova forma de caminharmos, juntamente com o meio ambiente e com outros recursos, em prol do combate à pobreza, à fome, ao desemprego, ou seja, uma melhor qualidade de vida para todos.


Laila Peixoto

Relato da visita ao zoológico de Salvador

   No dia 22 de julho, alguns dos meus colegas do 1º ano H foram visitar um projeto de tecnologia social situado no zoológico de Salvador. Na chegada, quem os recepcionou foi Felipe (estagiário), Thaine (coordenadora) e Gerson (criador do projeto), que logo começaram a explicar, dinamicamente o funcionamento do filtro biológico.
    O Projeto Catazoo tinha como objetivo desenvolver um filtro sustentável que fosse construído com material reciclado para substituir os filtros convencionais e também reduzir os gastos com a água. 
Esse projeto foi implantado no tanque do hipopótamo do zôo de Salvador, desde janeiro de 2010, e, após um ano e seis meses, o seu objetivo foi alcançado.
    O filtro do Projeto Catazoo consiste basicamente em uma garrafa pet, com areia e britas ao fundo, sobre os quais existem uma tampinha da garrafa pet, que não pode ser lisa, e uma espécie de tampa como se fosse uma peneira. Do lado de fora da garrafa, existe uma luz UV, direcionada para dentro da mesma, que também participa do processo de filtração da água.
    O funcionamento ocorre da seguinte maneira: a água suja entra na garrafa e, consequentemente, entra em contato com a luz UV, que ajuda na fixação e no acúmulo das bactérias nas tampinhas. Posteriormente, a água passa pelas britas e pela areia, findado o processo de filtração dentro da garrafa. A água limpa corre por um tubo com destino a um tanque. Esse processo acontece várias vezes como se fosse um ciclo contínuo.
   Gerson, criador do projeto, disse que o tempo para a troca das tampinhas é indeterminado e que a água, depois de passar por todo esse ciclo, nunca estará 100% limpa. Ele afirmou que está muito satisfeito com o projeto, mas pretende substituir as bombas elétricas (que bombeiam a água durante o processo) por outras movidas a energia solar.
    O gasto geral do projeto consiste na manutenção e na criação do filtro, que é patenteado pelo governo, o qual pretende implantar a Tecnologia Social (TS) no interior do Estado para que os micros proprietários de rebanhos de gado o utilizem. 
     Todos que visitaram o zoológico acharam o projeto muito interessante, pois, além de ser barato, é materializado de uma maneira simples e que, de fato, rende resultados positivos.
                                                                                          
Lúcia Hulda